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Crescimento Econômico do Piauí é uma Realidade
01/07/2010 00:12:21


A Fundação Cepro divulgou os índices referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) do Piauí, em 2009, que deverá registrar um crescimento de 6,07%, em relação a 2008. Os números apurados revelam que o valor nominal do PIB ficou em R$ 15,854 bilhões no ano passado, R$ 907 milhões a mais do que o registrado em 2008 e 80,63% maior do que os R$ 8,777 bilhões de 2003.

Já o PIB per capita chegou a R$ 5.041, 98% maior do que o de 2002. O crescimento, um dos maiores desempenhos de uma economia estadual no país, mostra que a política de desenvolvimento executada pelo Governo do Estado é o caminho certo para transformar a realidade piauiense.
 
O fortalecimento da economia, também, pode ser medido pelo crescimento das exportações, que no período de 2006 a 2009 aumentou 255%, tendo a soja como carro-chefe. A criação da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Parnaíba, ainda este ano, e a entrada em operação da Ferrovia Transnordestina, no final de 2011, vão abrir ainda mais as portas para as exportações piauienses, de início pelos Portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará, e no futuro pelos Portos de Luís Correia, no Piauí, e Itaqui, no Maranhão.
 
Ciclo de desenvolvimento

A avaliação de dez entre dez economistas é de que a economia piauiense está entrando num longo e consistente ciclo de desenvolvimento, que deverá ser solidificado ainda mais com a expansão de polos produtivos como o agronegócio e o surgimento de indústrias de grande porte, como a de celulose, em Nazária, e de mineradoras para exploração de ferro na região de Paulistana, no Semiárido piauiense.
 
Desde 2003, a gestão estadual tem concentrado esforços para atrair investimentos privados produtivos e também na implantação da infraestrutura indispensável.

O governo fomenta atividades econômicas potenciais, diversificadas na exploração do turismo como um todo e na implantação de novas fronteiras, como o Programa de Desenvolvimento Florestal do Vale do Parnaíba, no Piauí. Este permitiu o surgimento da indústria para produção de celulose, até então uma atividade fora do catálogo das potencialidades piauienses, mas que já se reveste num dos maiores investimentos privados no Estado em todos os tempos.
 
A dinamização da atividade econômica piauiense passa também pela agricultura familiar, prejudicada este ano pela irregularidade do inverno, mas que, mesmo assim, mantém uma participação efetiva no crescimento do Estado, deixando de ser uma atividade meramente de subsistência para se transformar em fonte geradora de renda. Destaque ainda para a apicultura, com seu mel de altíssima qualidade vendido até ao exigente mercado norteamericano, a cajucultura, a ovinocaprinocultura e a piscicultura, entre outras.
 
A líder soja

O grão produzido na região dos Cerrados é o principal item da pauta de exportações do Piauí e, também, o grande responsável pelo salto verificado no volume das vendas para o exterior. Em 2007, os grãos exportados renderam US$ 56,7 milhões. No ano seguinte, 2008, as exportações, principalmente da soja, cresceram mais de 140%, alcançando US$ 137 milhões em divisas.
 
Com uma área plantada crescendo ano a ano e uma produtividade média superior a 3,7 mil quilos por hectare, uma das mais altas do Brasil, os Cerrados piauienses caminham para se tornar a mais importante fronteira agrícola do país, o que será alcançado com a entrada em operação da Ferrovia Transnordestina, barateando os fretes e facilitando o acesso a importantes portos do Nordeste.
 
Mas nem só de grãos vive a exportação piauiense. A pauta inclui em segundo lugar, logo após a soja, a cera de carnaúba, seguida do mel, castanha de caju, couros e peles, pilocarpina e pedras decorativas. A pilocarpina é uma substância extraída do jaborandi para fabricação de colírio usado no tratamento do glaucoma. A produção piauiense é toda comprada pelo laboratório Merck, uma multinacional alemã que fabrica o remédio.
 
Segundo levantamento da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet), os principais mercados dos produtos piauienses estão na China, para onde vai a soja, Estados Unidos e União Europeia.
 
Avanços

O governador Wilson Martins vem trabalhando para realizar um sonho acalentado há mais de 20 anos pelos exportadores piauienses: a instalação da ZPE de Parnaíba, que vai facilitar o processo de exportação. O projeto já foi aprovado pelo Conselho Nacional das ZPEs e agora só depende da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a ZPE, o aeroporto internacional de Parnaíba e o Porto de Luís Correia, finalmente o Piauí poderá participar de maneira mais ativa e competitiva do mercado mundial, concluiu o governador.

por Francisco Leal




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